Debbie Harry, do Blondie, faz 75 anos

A formação clássica da banda Blondie (FOTO: DIVULGAÇÃO)

Uma banda formada por uma garçonete bonita, mas nem tão nova, e um guitarrista nerd desleixado metido a intelectual, mas ainda com pouco talento para compor músicas pop ganchudas.

Qual é a chance de uma banda com esse tipo de integrante dar certo em um cenário underground degradado, mas competitivo, em uma das maiores cidades do mundo?

O casal Debbie Harry e Chris Stein achou que havia boas chances e insistiu até que banda Blondie virasse uma febre musical em meio à efervescência punk na segunda metade dos anos 70.

Eles já não formam um casal há muito tempo, e a diva chega aos 75 anos de idade ostentando uma dignidade elogiável para quem foi um dos rostos e uma das vozes mais marcante de uma geração, ainda que a banda não tenha durado muito na sua fase de maior sucesso.

É evidente que parte da crítica e do público tentou imputar ao Blondie a pecha de uma banda pop descartável e nada mais, com uma cantora de rostinho bonito e modos sexy – e nada mais.

Incomodou? Sempre incomoda esse tipo de coisa, mas a moça seguiu em frente e ajudou a catapultar a banda para o céu com um pop bem feito e músicas dançantes e perfeitas em plena era da ascensão punk e do predomínio da disco music.

Debbie Harry virou o sonho de consumo de todo publicitário ávido em vender qualquer coisa e o rosto a ser admirado quando o mundo ainda procurava a próxima grande coisa a dominar o mundo.

A trajetória da banda e de Debbie como a grande musa do pop antes de Madonna e Cyndi Lauper é contada em detalhes em um bom livro escrito pelos jornalistas Kris Needs e Dick Porter. “Blondie – Vidas Paralelas”, já editado no Brasil pela editora Seoman.

** Texto gentilmente cedido pelo site Combate Rock

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