Uriah Heep cancela turnê sul-americana

Uriah Heep (FOTO: DIVULGAÇÃO)

Depois de Glenn Hughes, agora é a vez de Uriah Heep cancelar a turnê sul-americana de 2019. A banda inglesa informou via redes sociais sobre o cancelamento alegando “forças além das circunstâncias”.

Reiterando o apreço aos fãs do continente, o Uriah Heep informa que pretende trazer a trnê de 50 anos de carreira para a América do Sul em outra ocasião.

“Estamos desapontados em anunciar que, devido a circunstâncias fora do nosso controle, a turnê do Uriah Heep pela América do Sul foi cancelada. Nossos fãs da América do Sul são muito importantes para nós e estamos considerando visitá-los durante as celebrações do 50° aniversário da banda. O reembolso pode ser obtido no local da compra”, afirma a banda, em nota oficial.

O desagrado com o cancelamento extrapola o simples fato de tovcar ou não. Expõe uma fragilidade dos produtores sul-americanos que supúnhamos que estivessem extintas.

Entre 2018 e 2019, esse é o quarto problema que podemos dizer que é grave para um mercado de shows médios de artistas internacionais, quase todos de heavy metal ou hard rock.

Primeiro tivemos as reclamações dos suíços do Eluveitie, que se comportaram mal durante toda a turnê, é verdade, e acabaram abandonados pelos produtores originais no Brasil. Foram socorridos por outra empresa, no Rio de Janeiro. Os músicos alegaram que houve descumprimento de contrato. Os produtores negaram.

Depois foi o cantor norte-americano Michale Graves, que deveria sair de um show em São Paulo e ir direto para Limeira (SP), perto de Campinas.

Em vez disso, rumou para o aerporto e voltou aos Estados Unidos, em um comportamento asqueroso. Sua alegação foi a de que não houve cumprimento do contrato, o que os produtores brasileiros negaram.

Por fim, Glenn Hughes cancelou a turnê meses antes de desembarcar no Brasil, evitando passar maiores constrangimentos, algo que o Uriah Heep também fez, precavendo-se.

No caso desses dois artistas, a empresa resaponsável pela vinda é a EV7, com boa experiência no mercado e, aparentemente, sem passar por grandes problemas antes das denúncias de Hughes, no começo deste ano.

O cantor inglês foi mais explícito nas redessociais e afirmou que não foi pago e que o contrato havia sido desrespeitado.

Em nota oficial, a EV7 admitiu à época que houve problemas no contrato e que as garantias financeiras que deveriam ser feitas por uma empresa chilena que era sócia na organização da turnê não ocorreram.

No caso da turnê do Uriah Heep, no entanto, a EV7 ainda não se manifestou sobre o cancelamento. Por se tratar do quarto caso grave em menos de um ano envolvendo “quebra de contrato e confiança”, já se pode prever uma erosão preocupante na credibilidade dos produtores sul-americanos para os próximos anos.

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