In-Edit 2021 divulga lista de filmes nacionais

Um alento para os tempos destroçados de pandemia de covid-19: teremos In-Edit em 2021. O Festival Internacional de Documentários Musicais chega a sua 12ª edição, a segunda em formato online, e divulga a sua programação de filmes nacionais. 

São 20 fitas abrangendo histórias das mais interessantes e mostrando uma produção que muitas vezes é ignorada pelo grande público. É um bálsamo para quem gosta de música, informação e cinema bem feito. Clique aqui pra ver a lista completa dos filmes nacionais selecionados pra esta edição.Toda a programação estará disponível na plataforma do festival,in-edit-brasil.com, com filmes gratuitos com limite de visualizações. Parte da programação estará disponível também na plataforma do Sesc Digital,sescsp.org.br/cinemaemcasa, com acesso gratuito e na Spcine Play,spcineplay.com.br, também com acesso gratuito.

No Panorama Brasileiro, dividido em Competição Nacional, Mostra Brasil e Curtas Brasileiros, o festival celebra mais um ano com uma boa safra de documentários musicais – apesar da crise no setor.
Alguns personagens desta edição são marcantes para a história da música, como João Ricardo (Secos & Molhados), Jair Rodrigues, Chico Mário (irmão de Henfil e Betinho), Alzira Espíndola, o maestro e compositor José Siqueira, o rapper Speedfreaks, a banda Made In Brazil, Yamandu Costa e Zeca Baleiro.
Uma das obras mais emocionantes é a que mostra a trajetória da banda de hard rock Made in Brazil, a mais antiga em atividade no país no gênero rock e que entrou pra o Guinness Book como a que teve o maior número de formações diferentes – mais de 200 em 54 anos de atividade.

Capa do álbum ‘Jack, O Estripador’

É a celebração da resistência, já que Oswaldo Vecchione, baixista, vocalista e líder da banda, sofreu um AVC (acidente vascular cerebral) há um ano e meio e se recupera bem.
Dirigido por Egler Cordeiro, “Essa É Uma Banda Made in Brazil” é um filme que procura seguir a evolução cronológica da banda com várias entrevistas bastante interessantes. É praticamente a história do rock pelo olhar de uma banda icônica.

Também é emocionante assistir a “João Bosco e Aldir Blanc: Parceria é isso aí”, de Pedro Pontes, um filme que foi finalizado após a morte de Blanc por covid-19 em 2020. 
É um curta-metragem em que João visita a casa de Aldir para apresentar uma nova canção. Juntos, eles relembram sua trajetória de 40 anos repletas de canções que estão na memória dos brasileiros.
Outro pilar do rock histórico do Brasil é a banda Secos & Molhados, que aparece em documentário autointitulado dirigido por Otávio Juliano, o mesmo que já contou a história da ressurreição do Sepultura.
O diretor explora a rica história do rupo desde os anos de chumbo da ditadura, quando ser pop e ser andrógino, sexual e político era coisa para pouquíssimos. 
João Ricardo, o criador da banda, é o principal personagem e conta a sua versão para a sua iniciação musical, a criação dos Secos & Molhados, a estreia, o sucesso e as brigas.
Preste a atenção também a dois trabalhos por conta de seus personagens. O primeiro é “Jair Rodrigues: Deixe que Digam”, de Rubens Rewald, que exaltam o sorriso, a irreverência e a versatilidade do mestre do samba e da MPB que morreu há alguns anos. Talvez seja o principal testamento artístico de Rodrigues.
O outro é um gênero pouco comum no Brasil, o road movie. “Dois Tempos”, de Pablo Francischelli, acompanha dois instrumentistas geniais, o gaúcho Yamandu Costa e o argentino Lucio Yanel.
Em um motorhome, os dois violonistas se reencontram para viajarem rumo ao sul, em direção a Corrientes, cidade natal de Lucio, para se apresentarem em um festival. As conversas, o silêncio, as paisagens, a música e o chimarrão compõem este delicado relato. Yanel foi um dos mestres do jovem Yamandu muitos anos atrás.

Serviço:

In-Edit Brasil – 13º Festival Internacional do Documentário Musical

De 16 a 27 de junho.

www.in-edit-brasil.com

@ineditbrasil

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